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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Uma música do Paul McCartney por dia - #11 Live and Let Die


Uma das melhores músicas de abertura dos filmes de 007. No show que ele fez aqui em São Paulo, no Pacaembu, eu estava tão perto do palco (claro!), que fui empurrada pelo deslocamento de ar das explosões nessa música. Inesquecível! Pena que esse show não está disponível no You Tube. Mas achei um daquela mesma turnê. Foi mais ou menos assim...

Live And Let Die
Paul McCartney

When you were young and your heart was an open book
You used to say live and let live
(You know you did, you know you did, you know you did)
But if this ever-changing world in which we live in
Makes you give in and cry

Say live and let die
(Live and let die)
Live and let die
(Live and let die)

What does it matter to you?
When you got a job to do
You got to do it well
You got to give the other fellow hell

You used to say live and let live
(You know you did, you know you did, you know you did)
But if this ever-changing world in which we live in
Makes you give in and cry

Say live and let die
(Live and let die)
Live and let die
(Live and let die)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Cidade inviável, por conta de políticos - e cidadãos - inviáveis


Basta qualquer chuva - seja fraca, forte, rápida, demorada - para o caos se instalar na cidade de São Paulo. Dependendo da quantidade de água, os efeitos podem ser apenas horas no trânsito ou alagamentos, deslizamentos, até chegar ao colapso da cidade.

Semana passada, por azar eu estava de carro e a mais de 2 km do meu escritório - duas coisas que evito ao máximo fazer - quando caiu um temporal absurdo, que durou uns 40 minutos. Ruas alagadas, carros entrando na contra-mão para fugir das enxurradas, ruas absolutamente congestionadas foi o resultado imediato. Consegui escapar da loucura fazendo trajetos alternativos e - confesso - algumas barbeiragens. Com isso, levei "apenas" duas horas para chegar da Vila Madalena ao centro da cidade, distância que costumo cobrir em 20 minutos em ocasiões normais.

Ontem também tive que ir sair de carro pela manhã para uma reunião de trabalho - dessa vez, para ir um pouco mais longe, à Vila Olímpia -, após uma chuva que começou na tarde de segunda e acabou na madrugada da terça. Por milagre, peguei trânsito apenas em dois trechos do percurso, e só na ida. A volta foi absolutamente tranquila. Mas a maioria das pessoas não teve essa sorte. A cidade ficou absolutamente parada, por causa de vários pontos de alagamento e de trânsito parado.

Esse foi o principal motivo pelo qual tomei a decisão, no início deste ano, de não mais trabalhar longe de casa. Aliás, não só trabalhar, mas de fazer qualquer coisa a mais de 15 ou 20 minutos a pé da minha casa ou do meu escritório - que ficam a quatro quarteirões um do outro -, seja ir ao médico, seja sair para jantar, seja estudar, seja ir às compras. Meu bairro é agora meu mundo, e só saio dele quando absolutamente necessário, como aconteceu nesses dois dias. O tempo que eu perdia no trânsito gasto hoje fazendo coisas muito mais úteis e verdadeiramente importantes, como estar com a minha filha, com meu marido e com meus amigos.

Mas isso não me faz ficar menos indignada com o descaso com que a cidade vem sendo tratada há décadas. Como uma cidade importante como São Paulo pode entrar em colapso por causa da chuva e do trânsito? O que os governantes fazem com os impostos que pagamos? E todos, sem exceção, porque alguns dos que já deixaram o cargo agora começam a culpar a atual administração pelos problemas, como se não tivessem tido a oportunidade de fazer alguma coisa - sim, tiveram e não fizeram. Fizeram túneis, fizeram obras de maquiagem, mas nada que chegasse perto de melhorar a vida na cidade. Nem em termos de transporte, nem em relação ao problema das enchentes, que envolve limpeza, permeabilização das vias públicas, melhoria das condições de habitação nas periferias e muitas outras questões.

Hoje, estou com vergonha de viver num lugar governado por tanta gente corrupta, cara de pau e incompetente. E procurando motivos para continuar otimista em relação ao futuro do país. Mas está difícil. Porque o problema não está apenas nos governantes - mas em todos nós, os habitantes desta cidade e deste país, que não fazemos nada para mudar de verdade essa situação. Nem adotamos um estilo de vida mais sustentável, nem exigimos desses governantes o que eles devem fazer.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Trânsito e bárbarie

Ontem, voltando para casa pela avendia Rebouças, uma das mais movimentadas de São Paulo, dei de cara com a cena mais bizarra que já vi no trânsito da cidade: um carro com apenas duas rodas no chão; por baixo dele, outro automóvel. Não parei para ver o que tinha acontecido, mas com certeza não se tratava de um malabarismo ou um evento qualquer. Pelo local do "acidente" - o final da alameda Lorena, onde não há farol e duas faixas viram uma para dar acesso à Rebouças -, os carros acabaram engalfinhados porque os dois resolveram desafiar uma lei básica da física e decidiram ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.

E ali, por volta das 19 hs, em pleno horário do rush paulistano, foi erigido um monumento inusitado ao egoísmo e à bárbarie que impera no trânsito paulistano. Se os motoristas não são capazes sequer de dar passagem a um outro veículo, mesmo tendo plena consciência do risco de acidente, não é de estranhar que um motorista atropele uma pessoa em plena avenida Nove de Julho e fuja sem prestar socorro.

Com certeza, as pessoas estão se desumanizando ao entrar dentro de seus automóveis. "Vestem-se"com suas máquinas e passam a enxergar o outro não como ser humano, mas como uma coisa também. E, assim, acham-se no direito de fazer qualquer coisa - o que, infelizmente, inclui ferir e matar impunemente.

É, acho que é o fim do mundo mesmo. Socorro!